Dores necessárias e o preço das suas escolhas

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            Certas crenças nos são apresentadas pelos entes mais próximos desde o princípio de nossa vida. Outras, por alguma razão que o consciente não explica, crescem conosco, conforme amadurecemos. Você já parou para pensar nos porquês dos sofrimentos que passamos durante nossa jornada?

            Há pessoas que acreditam que a vida é fruto apenas das escolhas acertadas ou não que fazemos durante nosso caminho. Outras acreditam que por trás de cada escolha há algo incompreendido e que, certamente, em algum momento será desvendado. Talvez essa segunda opção seja a menos comprovada e a mais acertada de todas se começarmos a analisar a vida de tantos e especialmente a nossa.

            Se a vida fosse apenas reflexo daquilo que é escolhido para nós mesmos, creio que a maior parte das pessoas desse nosso vasto mundo seria o retrato da plena felicidade, afinal esse é um dos desejos mais profundos do ser humano, embora muitos não compreendam a própria concepção de felicidade. Entretanto, por alguma razão, às vezes, o ser humano toma caminhos tortuosos e que irão feri-lo mais adiante. Já se perguntou o porquê de tantas pessoas boas sofrerem uma vida toda? Será que essas pessoas não tem dentro de si o desejo de ser feliz?

            A felicidade, certamente, é um objetivo presente na vida de cada um. E cada um de nós é de algum modo diferente do que já foi um dia. Se o mar está calmo não há motivos para buscar outro modo de navegar, mas se ele é inconstante, se as águas são imprevisíveis, temos que estarmos atentos e buscarmos formas melhores de navegação, para que não sejamos náufragos em um oceano de solidão e sofrimento.

É certo que, independente de crenças ou razões, são as dores da vida extremamente necessárias à construção do nosso eu. Sendo que o que somos hoje, provavelmente, amanhã não mais seremos e, nessa jornada inconstante, entre os mistérios dos erros e acertos, é certo que buscamos sempre o melhor para nós mesmos, mesmo que isso dependa do entendimento do porquê de algumas lágrimas, para que alcancemos ali, logo à frente, aquilo que julgamos ser a felicidade.

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