A Fortaleza – Dia das mães

0

Era uma vez uma mãe. Ela era doce, era forte, mas nem sempre foi assim. Ela já foi menina, foi moça. Brincou e aprendeu, tropeço a tropeço, cresceu. Em uma de suas fases da vida, quis ser grande, ter quinze anos e o amor de sua vida conhecer. O tempo passou e a menina que um dia seria mãe cresceu. Tornou-se gente de bem, gente simples, mas de grandes sonhos. Aliás, a maioria das mulheres deve ter grandes sonhos, mesmo aquelas que acabaram abandonando-os pelo caminho.

Chegou um dia cinzento e o príncipe, que era falso, conheceu. Casou-se com uma ilusão e de traição em traição descobriu que as lágrimas de um falso amor fazem mal, fazem doer. As garras daquele homem feriram-na profundamente, mas, em meio aos ferimentos, soube ela que mãe seria. Seu semblante irradiava a esperança de feliz poder ser. Entretanto, teve uma gestação difícil e sozinha, mesmo que em prantos, conseguiu superar. Seu marido que tinha pele de cordeiro aos que o viam, lobo era. Mesmo nas condições que ela estava, ele não a respeitou, apenas fazendo-a chorar.

O tempo foi passando novamente, aliás, ele sempre passa, assim como a vida. O grande dia chegou e aquele chorinho doce de seu filhinho jamais irá esquecer. Um filho, quando cresce, não se lembra, mas naquele dia a mulher, que se faz mãe, percebe que o amor verdadeiro, aquele que não machuca, é o que dela nasce. Sem tocá-lo, pela sensação das almas, o filho a mãe reconhece. É certo que almas de mãe e de filho não precisam de apresentação, pois conseguem se tocar apenas ao se aproximar. O chorinho parou e a mulher forte naquele momento se revelou.

Daquele dia em diante, surgiram os primeiros sorrisos, as noites mal dormidas, os chorinho de dor, os de manhã. O filho continuou crescendo e aquela mulher, agora mãe, tornou-se uma verdadeira fortaleza. De colher em colher, veio o “mã”, o de comida e o de “mamãe”. Os primeiros passos, os primeiros tropeços e as quedas. Também chegaram as primeiras sílabas, as tantas palavras e os longos discursos.

A mulher-mãe agora é guerreira, capaz, forte como nunca. Seu filho cresceu, mas seu colo e seu abraço todo dia a fortalece. Um dia, todo filho alçará voo e a mulher-mãe terá certeza que sua missão foi cumprida com amor, aquele que envolve um relacionamento de além da vida.

Sem razão, apenas com emoção, essas palavras deleitam-se sobre o papel. É, também, sem razão aparente, que mães abandonam seus filhos e outras, encorajadas pelo amor, abraçam a causa de cuidar de uma vida que se tornará parte da sua.

Assim, de mãe em mãe, as que são e sempre serão, aprendemos que a eternidade dos laços não faz um coração em pedaços, torna-o forte.  A cada dia que passa aquelas que chamamos de mãe têm certeza que o seu amor pelos filhos é de alma e é eterno, as fazendo fortes e, certamente, ultrapassando aquilo que chamamos de morte.

amor de mãe

 

você pode gostar também Mais do autor clique aqui

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.