BISFENOL A OU BPA, VOCÊ SABE O QUE É?

O Divas conta tudo o que você precisa saber sobre o Bisfenol A ou BPA.

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A substância Bisfenol A é um difenol, muito utilizado na produção de plásticos (policarbonato de bisfenol A). No Brasil, ele faz parte de produtos como recipientes (inclusive os garrafões de 20L água, ou “bombonas”), latas de alimentos e bebidas, recibos, extratos bancários, CDs, telefones, periféricos para computadores, entre outros. Em muitos países como Canadá, Costa Rica, Dinamarca e alguns estados norte-americanos, no final do ano de 2011, esta substância teve o seu uso proibido na fabricação de garrafas plásticas, mamadeiras, copos para bebês entre outros produtos que utilizam o plástico.

lata refrigerante, bisfenol a

É um composto quimicamente análogo ao hormônio feminino estrógeno, com sua função idêntica in vivo, podendo interagir em ambos os sexos, vindo a prejudicar funções importantes do organismo, como metabolismo energético, imunidade, desenvolvimento neurológico e sexual.

bisfenol a, mamadeira

Em 2008, varejistas nos EUA retiraram de seus estoques os produtos que continham este composto. Em pesquisa realizada por um grupo da Unifesp e Unioeste, foi observado que mesmo em doses reduzidas, o Bisfenol A pode vir a desregular os hormônios. “Estudos recentes sugerem que, no caso dos desreguladores endócrinos, nem sempre a dose mais baixa é a mais segura, pois ela pode passar despercebida pelos mecanismos de defesa das células. Por outro lado, a janela de exposição parece realmente fazer diferença, sendo mais críticas as fases de desenvolvimento embrionário e aleitamento, bem como a puberdade, quando há grandes alterações hormonais ocorrendo no organismo”, explicou Chiamolera. Com o apoio da FAPESP, os resultados foram demosnstrados em setembro por Maria Izabel Chiamolera na 32ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), em Campos do Jordão, a análise completa dos experimentos podem ser encontrados em artigos publicados na revista Reproductive Toxicology em 2010 e em 2012, bem como na revista Toxicology de 2015 e 2017.

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